sexta-feira, 30 de maio de 2014

Desembargadora manda soltar estudantes presos


Notícias do TJGO

Desembargadora manda soltar estudantes presos

A desembargadora Avelirdes Almeida P. de Lemos (foto) concedeu, na tarde desta quinta-feira (29), alvará de soltura aos estudantes João Marcos Aguiar de Almeida, Heitor Aquino Vilela e Ian Caetano, que estavam presos desde semana passada, quando foi decretada prisão preventiva por suposta incitação ao crime e formação de quadrilha. O universitário Tiago Madureira Araújo, que também foi apontado como coautor dos mesmos crimes, estava foragido e recebeu salvo conduto. Os quatro participavam regularmente de manifestações populares contra o aumento da tarifa do transporte coletivo e foram investigados por vandalismo e organização criminosa.
No entendimento da magistrada, na atual fase de investigação, não há evidências concretas da efetiva participação dos estudantes nos "graves" atos de vandalismo ocorridos nas ruas de Goiânia, apenas indicadores do envolvimento. A desembargadora também afirmou que a prisão provisória “exige que tais indícios sejam mais robustos, pois se trata de restrição a direito fundamental, qual seja a liberdade, sendo a prisão cautelar a exceção”.
Para Avelirdes, pelo fato dos suspeitos não serem presos em flagrante, terem bons antecedentes, residirem em endereço fixo e serem estudantes universitários, não é, então, necessária “a manutenção de tão grave medida cautelar, devendo sobrepujar, neste momento, o princípio constitucional da presunção de inocência”. (Habeas Corpus liberatório nº 201491880090, 201491880066 e 201491879955 / Habeas Corpus preventivo nº 201491880007) (Texto: Lilian Cury - Centro de Comunicação Social do TJGO)

FONTE: http://www.tjgo.jus.br/index.php/home/imprensa/noticias/119-tribunal/5767-manifestantes-presos-na-semana-passada-recebem-habeas-corpus

quinta-feira, 29 de maio de 2014

CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DA LUTA POPULAR: Liberdade aos Presos Políticos


CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DA LUTA POPULAR:

Liberdade aos Presos Políticos

Nós, do MOVIMENTO CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DA LUTA POPULAR em Goiás, reunidos em um fórum que agrupa pessoas de distintas tradições e posições ideológicas, manifestamo-nos intransigentemente contra o processo de transformação das reivindicações populares em delitos, tal como ocorre neste estado, chegando-se à absurda expedição de mandados de prisão para quatro jovens (sendo que um deles não foi encontrado e os demais encontram-se na CPP) na ultima quinta-feira, dia 23 de maio, no contexto da chamada Operação 2,80, que se soma a inúmeros episódios da mesma natureza ocorrentes nos últimos meses.
O direito nos é negado quando se descumpre o principio legal de que as tarifas de transporte público devem ser acessíveis (ou, na forma da lei, módicas). A lei nos e sonegada quando se ignora a disposição jurídica referente a gestão participativa da cidade. Negam-nos o direito fundamental à moradia, impedem-nos a liberdade de expressão e negligenciam a observância de toda norma jurídica que possa amenizar a penúria da vida de trabalhadoras e trabalhadores nesta cidade. Executivo, legislativo e judiciário não querem cumprir a norma quando se trata de nos assegurar direitos, ou de apurar condutas como sonegação fiscal, extermínio de moradores de rua, abusos de autoridade contra a população e financiamentos eleitorais fraudulentos.
Quando pleiteamos nossos direitos, todavia, a lei mostra-nos sua face. Prisões ilegais, investigações abusivas e toda forma de arbítrio, como conduções de inquéritos a partir de unilaterais e não fundamentadas alegações apresentadas por empresários do setor de transporte, têm lugar. O Estado não cobra as leis que os donos de empresas deveriam seguir, mas, a serviço deles, atua ilegalmente, inventando falsas acusações, criminalizando pessoas que lutam por uma sociedade mais justa (como na luta pelo direito ao transporte) e valendo-se de violência contra aquelas e aqueles que apenas apresentam ideias, argumentos, protestos e reivindicações.
Não aceitaremos esse quadro! Estamos unidos em favor da imediata libertação dos presos políticos da operação 2,80. Nossa unidade vai ainda além: não nos calaremos enquanto toda a perseguição ilegal aos ativistas continuar. Não pararemos enquanto nossos direitos não forem todos atendidos e cumpridos pelo Estado que, neste momento, atua contra a lei e em favor de minoritários e indefensáveis interesses empresariais.
Conta para contribuição:
Agência: 2256
Conta: 2053-5
Operação: 003 (Caixa Econômica Federal)
SIMSED
Assine aqui o MANIFESTO 
Assinam:

FONTE: http://passapalavra.info/2014/05/95539

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Sobre os presos políticos em Goiânia e a criminalização da luta popular

O conteúdo abaixo foi retirado da seguinte fonte


A foto tem outra fonte: Fernando Leite


Por Rafael Saddi (professor da Universidade Federal de Goiás)

Na sexta-feira (dia 23 de maio), entre 05 e 06 horas da manhã, estudantes goianos tiveram as suas casas arrombadas por policias altamente armados. Foram arrancados de suas famílias e encaminhados como prisioneiros para a DRACO (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), criada em setembro do ano passado com a atribuição de planejar, coordenar e executar as atividades de polícia judiciária, de apuração, prevenção e repressão das infrações penais praticadas por quadrilhas especializadas e organizações criminosas.
Tratava-se da Operação 2,80, orquestrada pela polícia civil para cumprir o mandado de prisão preventiva de 04 estudantes e o pedido de busca e apreensão em 05 residências. O resultado da operação foi a prisão de 03 estudantes (Ian Caetano, Heitor Vilela e João “Lenon” Marcos, todos eles membros da Frente de Luta pelo Transporte-GO) e a apreensão de panfletos, computadores, camisetas e outros materiais em 04 residências (a dos três presos e a residência do estudante Marlos Souza). Um dos estudantes, Thiago Madureira, não foi encontrado e está sendo procurado por todas as forças policiais. E além destes,

sábado, 17 de maio de 2014

O veneno está na mesa - 2 / Silvio Tendler

Após impactar o Brasil mostrando as perversas consequências do uso de agrotóxicos em O Veneno está na Mesa, o diretor Sílvio Tendler apresenta no segundo filme uma nova perspectiva. O Veneno Está Na Mesa 2 atualiza e avança na abordagem do modelo agrícola nacional atual e de suas consequências para a saúde pública. O filme apresenta experiências agroecológicas empreendidas em todo o Brasil, mostrando a existência de alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis, que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e os consumidores. 
Com este documentário, vem a certeza de que o país precisar tomar um posicionamento diante do dilema que se apresenta: Em qual mundo queremos viver? O mundo envenenado do agronegócio ou da liberdade e da diversidade agroecológica?


O veneno está na mesa - 1 / Silvio Tendler

O Brasil é o país do mundo que mais consome agrotóxicos: 5,2 litros/ano por habitante. Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que consumimos estão proibidos em quase todo mundo pelo risco que representam à saúde pública.

O perigo é tanto para os trabalhadores, que manipulam os venenos, quanto para os cidadãos, que consumem os produtos agrícolas. Só quem lucra são as transnacionais que fabricam os agrotóxicos. A ideia do filme é mostrar à população como estamos nos alimentando mal e perigosamente, por conta de um modelo agrário perverso, baseado no agronegócio.


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=8RVAgD44AGg

A maior parte da produção para alimentação do povo brasileiro




"O discurso de que o agronegócio é o modelo responsável por alimentar o país e empregar a força de trabalho camponesa cai por terra quando se olha os dados do meio rural brasileiro.
Segundo o censo rural do IBGE, a maior parte da produção para alimentação do povo brasileiro (70%) e emprego dos trabalhadores está na agricultura familiar, mesmo esta tendo menos crédito e poucas terras.
O agronegócio, por sua vez, concentra terras, recebe mais créditos e produz apenas 30% do que é consumido pela população. O resto da produção, em sua maioria commodities, é exportado."

Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=555355161203869&set=a.240334522705936.57672.111746705564719&type=1&theater