| Antes do traço, o som | |||
| Escrevo sobre um livro de poesia, O Risco Subscrito, de Max Martins, saído em 1980. Pouco conhecido, o Max Martins, nesta paragens de São Paulo, apesar dos prêmios que já recebeu; pouco conhecidos os seus livros, e este, que leio depois de muito tempo, não foge à regra. Faz mais de um quarto de século que foi publicado. Quando o li da primeira vez senti alguma estranheza, | |||
Coisa - “tudo quanto existe ou possa existir, de natureza corpórea ou incorpórea” e por aí vai. A coisa é que alguma coisa não faz sentido algum nas coisas que tenho existido. Seja ela que coisa for.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
O Risco Subscrito, de Max Martins ----- Direto da Vitrine Literária
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Uma régua, régua é? Um papel com cara de régua, é uma régua com cara de papel ou é uma foto com cara de régua?
Recebi pelo Correio, esses dias, um envelope com um bilhete dentro (tudo bem que o autor desse bilhete grafou o meu nome umas quatro vezes, sendo três delas de maneira errada!), além do bilhete,
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
LINKS DE INTERESSE NA ÁREA DE LETRAS
AGÊNCIAS DE FOMENTO E APOIO À PESQUISA E
EVENTOS
CAPES - http://www.capes.gov.br/capes/portal/
CNPq (geral) - http://www.cnpq.br/
FAPEMIG- www.fapemig.br
FAPESP - FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO
ESTADO DE SÃO PAULO - http://www.fapesp.br/
EVENTOS
CAPES - http://www.capes.gov.br/capes/portal/
CNPq (geral) - http://www.cnpq.br/
FAPEMIG- www.fapemig.br
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ESTADO DE SÃO PAULO - http://www.fapesp.br/
sábado, 6 de novembro de 2010
Fim de etapas? ... Despedidas!
No dia 6 de Novembro de 2010 11:47, <gestariimaraba@gmail.com> escreveu:
Olá pessoal, bom dia!
Aliás, aqui já são horas de "comer" o almoço, mas uma chuvinha gostosa manteve-me na cama por mais horas do que o devido e meu sono só se desfez por volta das 10!
Bom, como vocês todos (talvez alguns tenham entrado depois e não sabiam) sabem esse e-mail foi criado para mantermos contato sobre o Gestar II.
Era com esse endereço que eu mandava as pautas, os convites, os relatórios e os comunicados relativos aos encontros dos grupos.
Quando mudei de Marabá mantive o e-mail e muitas vezes mandei mensagens sobre diversos assuntos, alguns até doloridos, como foi quando o Antonio e a Claudinéia nos deram tchau.
Agora não vejo mais necessidade de continuar com a conta, mas não vou excluir o blog (www.gestariimaraba.blogspot.com), isso porque lá estão registros de uma história de formação que penso ter validade para quem quiser apreciar no futuro. Nele há fotos e textos, nele há registros que não se repetirão, como os do Antonio e da Claudinéia (basta conferir os blogs).
Quero dizer que a razão de ter começado esse e-mail hoje teve origem no e-mail que recebi do colega Edivaldo. O e-mail está abaixo, também a minha resposta a ele.
Ainda preciso dizer que muitos de vocês me escreveram mesmo quando eu não era mais formadora do Gestar II. Recebi e-mails contando percepções e progressos, desabafos e manifestações de saudade e apreço.
Tudo isso é muito válido e gostaria que continuasse, mas em um outro espaço, com outra cara, de maneira gratuita. Então que esse é meu último e-mail a vocês, mas gostaria que não fosse adeus. Para os que não querem, como eu, dar adeus, vou disponibilizar meu e-mail pessoal.
Qual a razão disso tudo?
Estabelecer vínculos com mais cara de coleguismo e amizade, também deixá-los abertos ao que querem e não ao que de alguma maneira pode ter sido visto como "imposição".
Assim, quero, mesmo, me despedir de dois processos, duas etapas.
Começo com a O.L.P.
Em 2008 iniciei meu trabalho com alguns professores de Marabá e região falando dessa proposta. Foi um processo muito difícil e com marcas profundas para muitos de nós. Um processo que alimentou ódios idiotas e gratuitos, mas também alimentou perspectivas. Para vocês terem uma ideia a minha preciosa colega SEANE sobreviveu a esse processo e mantemos hoje uma amizade honesta e tranquila, com respeito e admiração. Também nascidas nessa etapa, de uma maneira mais tímida, tive outras amizades e apreços, não vou citá-las, mas quem esteve ao longo do percurso, sabe. Por coincidência, encerrei minha participação na formação falando da Olimpíada, isso no final de abril desse ano.
Soube, no e-mail do Edvaldo, que esse etapa não nos deu os melhores resultados e escrevi a ele dizendo a minha opinião (basta ler o e-mail abaixo). Mas vou dizer aqui o seguinte: a formação da OLP permite construirmos de maneira mais consciente as nossas aulas, então, meu pedido é que mantenham o material e que façam consultas a ele sempre que necessário.
Sobre o GESTAR II
A palavra gestar já implicou tanta depreciação que vale a pena falar sobre. Primeiro quero iniciar dizendo que gestar é um verbo, e então que em algum momento somos todos gestores (do verbo gerir) de algo ou alguma coisa. Somos todos praticantes desse verbo, sejamos homem ou mulher, criança ou adulto.
Mas, essa palavra - gestar - remete a uma outra, que foi motivo de piada durante algum tempo porque falava-se em gestar muito antes de eu entrar na rede municipal e, no entanto, o gestar para o Ensino Fundamental final só teve início em 2009. Diziam coisas do tipo: "o gestar foi abortado" e etc.
Sabemos que a gestação (para alguns a prenhez) se refere ao estado resultante da fecundação de um óvulo pelo espermatozoide, envolvendo também o desenvolvimento, no útero, do feto que foi gerado pela fecundação, encerrando-se no "parto" ou "nascimento". Então que o nosso verbo gestar está ligado, de alguma maneira, ao nascimento de alguma coisa.
O que será já que o gestar foi concebido como um programa de formação?
Esses meses todos que professores-cursistas e professores-formadores se reuniram, tiveram o importante papel de "fecundar" alguma coisa. Para essa fecundação era INERENTE a participação de cursista e formador para que se desse, na sala de aula (uma boa metáfora para útero), a formação do aluno. E o que é o "nascer" do aluno? É o mesmo que voltar ao ventre da mãe? Ou existem outros nascimentos ao longo das nossas vidas?
Nascemos todos os dias e somos proporcionadores de nascimentos diários. Ainda que hoje existam métodos de parto muito tranquilos (não que eu entenda disso, já que não sou parturiente ainda), ainda existem os partos doloridos para ambos, "mãe" e "filho", também o pai que espera sofre.
Então que, a meu ver, o GESTAR II foi um "parto" difícil para alguns, para outros foi tranquilo. O Gestar II foi aborto para alguns e "criação" para outros. O Gestar II foi abandono para alguns e investimento para outros. O Gestar II, assim como o estado de "gestação", permitiu grandes nascimentos, mas também muitas mortes (de professores e consequentemente de alunos)...
No entanto, apesar de muitas "mortes", apesar de muitos não estarem preparados para "prover" a si mesmo e aos outros, o Gestar II aponta caminhos, aponta escolhas. E até fornece a "munição" inicial necessária.
Nesse caminho que se encerra, quero dizer: muito obrigada aos que foram bons parturientes, muito obrigada.
E, também quero dizer: aos que não se encontraram, não se deixem levar por um processo sem resultados, deixem o que atrapalha de lado e invistam em conhecimento, conhecer sempre vale a pena. Sempre. Não se pautem em afirmações muletas para continuarem a não fazer o que é preciso fazer... até as muletas se cansam. Acreditem.
É isso. Como eu sempre digo: se cada um faz a parte que lhe compete, tudo fica infinitamente melhor. E, também digo: não se deixem levar por aqueles que não acreditam, por aqueles que já estão cansados e não acreditam em si mesmo. Educar e ser educado são processos, diários.
Um grande beijo e até algum dia, para os que quiserem!
---------- Mensagem encaminhada ----------
De: <gestariimaraba@gmail.com>
Data: 6 de novembro de 2010 11:38
Assunto: Re: OLP-2010 e GESTAR II
Para: logistica
Oi Edvaldo, bom dia!
Pois é. Essa etapa da OLP poderia ter sido melhor, mas confesso que APESAR de ter começado a formação em fevereiro, PERCEBI que muitos professores não iniciaram a aplicação já no início com os seus alunos. Depois, pra piorar, ainda teve a greve que durou um longo período, então que não dá pra tirar leite de pedra de uma hora para outra.
É pena, mas, quem sabe para a próxima os professores se animem e invistam mais, afinal é um trabalho a longo prazo e daqui dois anos tem novamente.
Sobre o final do Gestar II? Puxa, chegou o tão esperado dia e espero que tenha sido proveitoso para todos. Sei que é preciso que cada um de nós continue investindo nas possibilidades adquiridas com o Gestar II para que o processo de formação não seja de fato interrompido, desgastado, desvalorizado...
Abraços!
Em 6 de novembro de 2010 10:31, logistica escreveu:
Nobre aniga, neste E-mail informo com tristeza que não tivemos nhenum dos textos, selecionados pela CJM e enviados para a etapa estatual, classificados como semifinalistas da OLP. Que pena! Informo também que os formadores de Língua Portuguesa do GESTAR II confeccionaram uma lembrança para os cursistas. Desejo enviar uma para você via correios, para isso solicito seu endereço.
Felicidades!!!
Seu anigo Edvaldo Alves.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Um homem célebre - Machado de Assis
UM HOMEM CÉLEBRE
— Ah! o senhor é que é o Pestana? perguntou Sinhazinha Mota, fazendo um largo gesto admirativo. E logo depois, corrigindo a familiaridade: — Desculpe meu modo, mas... é mesmo o senhor?
Vexado, aborrecido, Pestana respondeu que sim, que era ele. Vinha do piano, enxugando a testa com o lenço, e ia a chegar à janela,
— Ah! o senhor é que é o Pestana? perguntou Sinhazinha Mota, fazendo um largo gesto admirativo. E logo depois, corrigindo a familiaridade: — Desculpe meu modo, mas... é mesmo o senhor?
Vexado, aborrecido, Pestana respondeu que sim, que era ele. Vinha do piano, enxugando a testa com o lenço, e ia a chegar à janela,
quarta-feira, 17 de março de 2010
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Bibliografia para o estudo da Crônica
BIBLIOGRAFIA BÁSICA PARA UMA TEORIA DA CRÔNICA
Curso sobre Crônica -- Prof. Antonio Manoel dos Santos Silva (UNESP/Ibilce)
ALMEIDA, Eliane Martins Jacob Fernandes de: A construção da comicidade e da sátira nas crônicas de Emílio de Menezes e de José Simão. (Dissertação de Mestrado). São José do Rio Preto, IBILCE-UNESP, 2001, 121 p.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
TIPOS TEXTUAIS E INTERTEXTUALIDADE GENÉRICA
Olá!!!
Pessoal, o link indicado dá um panorama para os interessados em saber um pouco mais sobre: TIPOS TEXTUAIS E INTERTEXTUALIDADE GENÉRICA
E, não deixem de olhar a bibliografia usada pela autora/co-autora.
Abraços!
Qualquer coisa, http://www.filologia.org.br/ileel/artigos/artigo_224.pdf
Pessoal, o link indicado dá um panorama para os interessados em saber um pouco mais sobre: TIPOS TEXTUAIS E INTERTEXTUALIDADE GENÉRICA
E, não deixem de olhar a bibliografia usada pela autora/co-autora.
Abraços!
Qualquer coisa, http://www.filologia.org.br/ileel/artigos/artigo_224.pdf
domingo, 30 de agosto de 2009
Algumas OBSERVAÇÕES sobre CANÇÃO e MÚSICA
- a canção popular é um gênero híbrido de letra poética e música;
- a complexidade da canção popular, assim como a necessidade de conceber uma abordagem numa perspectiva multidisciplinar que busque dar conta da amplitude do seu domínio: letra, música, interpretação;
- como bem observou Ezra Pound em seu Abc da literatura (1970), em certa medida a poesia está mais para a música que para a literatura;
- a canção popular projeta-se ora mais na esfera da poesia e ora mais na esfera da música;
- a intrincada gama de correspondências entre poesia e música é um fenômeno possível inicialmente pela origem comum das duas artes, melhor dizendo, uma origem na mesma cepa;
- a canção popular é um gênero de caráter híbrido, onde os signos musicais atuam juntamente com os signos verbais;
- a história da relação entre a poesia e a canção, do ponto de vista dos papéis sociais que cumprem em diversos contextos sociais, se confunde com a própria gênese das duas artes;
- construção de distinções mais rígidas entre poesia e canção, situando-as em campos artísticos específicos: o da literatura e o da música (AGUIAR e SILVA, 1990);
- a relação entre música e poesia não se resolve ao dirimirmos o impasse entre poema e a letra da canção popular, como já dissemos. Se a análise do poema requer um instrumental específico, determinado ao longo da história literária pelo rigor e apuro críticos, a análise da canção popular, dada a sua natureza híbrida, requer, por sua vez, a compreensão de certas singularidades, capazes de produzirem outros e múltiplos sentidos, mobilizados também por um instrumental específico.
Sobre POEMAS em PROSA
Caros cursistas,
como o gênero POEMA EM PROSA gerou algumas dúvidas de como trabalhá-lo na sala de aula, vou manter a discussão por aqui, até nosso próximo encontro onde poderemos pormenorizar nossas dúvidas e certezas!
Hoje vou inserir aqui um poema do Baudelaire e,
como o gênero POEMA EM PROSA gerou algumas dúvidas de como trabalhá-lo na sala de aula, vou manter a discussão por aqui, até nosso próximo encontro onde poderemos pormenorizar nossas dúvidas e certezas!
Hoje vou inserir aqui um poema do Baudelaire e,
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Uma Macabéa no mundo dos livros, Ou Sete sem a rádio relógio
Há quem ache estranho, até mesmo
confuso, o fato de personagens do universo ficcional contarem fatos
do mundo real. Mas, os que aqui se prestam a esse contar são mais
que personagens; são autores! Foram escolhidos por mim justamente
porque tenho que contar minha história de leituras, e, sem eles,
minha história seria muito diferente. Assim que os escolhi e é
tarefa deles darem conta do que li. Afinal, se tantas vezes me juntei
a eles, seria injusto eles nunca se juntarem a mim. Escolho assim
três autores para narrar essa história. Deixo claro que ficará por
conta deles o modo a ser contado e ouço, não sei de qual deles, que
é justo que ao menos um pouco seja irreal. Resolvem que eu não
serei eu, aliás, serei, mas não figurarei com o meu nome. Passo
então a palavra aos meus três autores, a saber: Brás Cubas, Paulo
Honório e Rodrigo S. M. e percebo, ainda antes de me retirar, que já
brigam por um título da história. Não sei não o que terei após
esse encontro de autores de tempos tão diferentes!
Uma Macabéa no mundo dos
livros,
Ou Sete sem a rádio
relógio
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