sábado, 5 de setembro de 2020

Um estudo panorâmico dos bolsilivros produzidos para o público masculino: O romance de mocinho

 Periódicos & Literatura: publicações efêmeras, memórias
permanentes

Edição comemorativa dos 20 anos da revista Soletras.

2º. sem: jul.-dez. de 2020.

 

Um estudo panorâmico dos bolsilivros produzidos para o público masculino: O romance de mocinho

 Segue a apresentação elaborada pelos editores da revista:

O artigo [...], de Cleiry de Oliveira Carvalho, da Universidade de Brasília (UnB), intitula-se “Um estudo panorâmico dos bolsilivros produzidos para o público masculino: O romance de mocinho”. Afirma a pesquisadora: “Apresento um panorama do romance impresso em papel-jornal e vendido no Brasil a baixo preço para consumo em massa por um público idealmente masculino. O panorama tem como fundamento a leitura de 101 romances de diferentes coleções e editoras...”. As minúcias descritivas constituintes do vasto painel, aparentemente deslizam da proposta inicial. Ocorre, porém, um turning point que certifica a coerência da proposta e leva o leitor a enfrentar, de maneira atenta e divertida, um gênero bastante presente em seu imaginário – o romance de mocinho - forjado no entrelace de mídias; público este que, segundo a autora, acaba por perceber como, “na própria fórmula literária que se estabelece nesses romances está inscrito o processo de formação de um leitor-consumidor psicologicamente dependente. ”

Fonte do artigo: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/soletras/article/view/52914
Fonte da revista: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/soletras/issue/view/2398

Resumo

 

Neste artigo apresento um panorama do romance impresso em papel-jornal e vendido no Brasil a baixo preço para consumo em massa por um público idealmente masculino. O panorama tem como fundamento a leitura de 101 romances de diferentes coleções e editoras, de seus paratextos, e de fontes secundárias. Ou seja, é um estudo do “romance de mocinho” contemporâneo, inserido em um processo de publicação globalizante; é também uma reflexão acerca da produção de entretenimento, de um lado e, do outro, dos efeitos que esse entretenimento pode provocar no consumidor. As histórias das coleções de literatura narrativa de massa visam a promover determinados interesses econômicos, sem outras preocupações, e submetem seu leitor a um bombardeio de repetições a tal ponto que acabam por criar a necessidade de consumo. As personagens dessas histórias são elaboradas de forma rígida, não mudam do começo ao fim, apenas reforçam uma identidade inicial confirmada a cada prova que ultrapassam. Após analisar os meios e fins da indústria, os esquemas formais e fabulares dessas narrativas, procurando identificar ainda seu leitor ideal, concluo que na própria fórmula literária que se estabelece nesses romances está inscrito o processo de formação de um leitor-consumidor psicologicamente dependente.


Palavras-chave


Indústria cultural. Literatura narrativa de massa. Literatura: produção e consumo. Leitura. Romance.

n. 40 (2020)

Periódicos & Literatura

Organização do dossiê:

Fernando Monteiro de Barros (UERJ), Irineu E. Jones Corrêa (FBN), Maria Cristina Cardoso Ribas (UERJ), Orna Messer Levin (UNICAMP)

2º. sem: jul.-dez. de 2020.

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